Família é parente? Parente é família?

 

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Este é um desdobramento da postagem anterior. Fruto de mais uma conversa com outros preparadores. Mais uma vez, são  mais questionamentos do que respostas, mas espero que essa postagem, guie para encontrar a resposta mais adequada.

Entendo perfeitamente que quando envolve família, o lado emotivo e afetivo pesam nas decisões. E faço as questões pelo com o objetivo de poder diagnosticar o perfil familiar e de poder adequar a preparação a esta situação. Novamente enfatizo, cada um tem sua particularidade.

Para você o que é Família e o que considera parente? Quem no seu planejamento está incluso? E qual a função dentro do seu plano? Já conversou isso com seus entes? E está preparado para possíveis “agregados”? Pode parecer um tanto óbvio, mas a diferença particular que cada um tem de “Família” poder ser bem diferente do “Oficial” ou do “senso comum”.

Ou seja, a família pode ser unida e “perfeita” igual a seriado infantil de TV americano, irmãos unidos ou com bastante desavenças, ter até uma boa relação com os pais mas não se dar bem com os parentes(tios, avós, primos), ter família tipo italiana ou grega barulhenta, brigona, que se intromete, mas que ajuda bastante, ter amigos (para muitos é a família que se escolhe) que te honram e valorizam muito mais que qualquer parente ou familiar.

Sobre conversar com seus entes é deixa-los cientes do planejamento. E principalmente saber com quem pode contar, é a rede de auxílio, ou como se diz em Segurança do Trabalho o PAM, Plano de Ajuda Mútua. Não precisa ser exclusivamente para o “Apocalipse Zumbi alienígena mutante”, mas serve também para situações mais corriqueiras ou imprevistos. Exemplo: com quem pode deixar os filhos, quem  chamar numa emergência (acidente, atropelamento, internação, pernoitar,  etc) e se possível já instruir com informações e recomendações devidas para cado caso ou confiar na capacidade técnica da pessoa que escolher que possa lhe auxiliar.

Essa questão é um tanto “polêmica”, os “agregados”. O termo pode englobar o namorado ou namorada dos filhos, genros, noras, sogros, sogras, cunhados, amigos, etc. Pessoas que podem necessitar de abrigo ou acolhida por diversos fatores. Desalojados por conta de desastre natural, aluguel. mudança de cidade, etc. O que se tem levar em consideração e se há capacidade  e/ou interesse de absorver estas pessoas no planejamento de contingência. Pois vai que no bradar da emergência são convocados para se abrigarem ou alguém  querer resgata-los, sem que isso seja devidamente acordado.

 

Toda Família tem seu Agostinho Joselito Carrara. 

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Como dizia um amigo, “Parente bom é aquele que não mora tão longe que precise te vistar de mala e nem tão perto para jantar constantemente”  e como nada é perfeito,  é praticamente inevitável este ser na família brasileira, seja por laços sanguíneo ou (in)conveniência. Não quero descambar para “comédia da vida privada” pois todo mundo tem ao menos uma história de empréstimo a fundo perdido, vexames por causa de bebida, fofocas e todo tipo de dor de cabeça e inconveniência. Contudo, o que interessa é como se lida com essas situações, se na base da salutar indiferença e não ter convívio constante, apenas em encontros sociais, as vezes nem isso. Porém, há casos que o embate e o stress é inevitável. Criança má educada, pirraça, desavenças, conflitos não resolvidos que acabam obrigando há uma convivência não muito pacífica. Óbvio que se puder descartar esse problema melhor ainda, se não procurar o resolver ou mitigar o mais rápido possível, vai ficar muito mais complicado e até mesmo insuportável enfrentar situação de privação e desconforto com pessoas drenando ainda mais o psicológico.

Pense nesse fatores em seu planejamento. Valorize as pessoas que te apoiam e vão somar com você e as que não somam ou apenas te drenam sua energia se puder traga-as para seus lado, se não, procure se afastar.

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The family on the drawbridge of the castle – (L to R): B2, Ashley, Brent, Michael, Lindsay, and Dawn Marie. 

(photo credit: National Geographic Channel/Joey L.)

Até o Exército de um Homem só, cansa, tem sono, fome…

 

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    EXAUSTO!!!!!!!!!!!!!!!

Esta postagem é mais uma reflexão, onde a conclusão será pessoal. Uma das coisas que acho bem desafiante no sobrevivencialismo, é que cada caso é um caso, há um universo de particularidades, porém, em muitos casos convergem para aspectos em comum. Um destes aspectos é em relação a planejamento, um dos principais temas deste blog.

O tema  pode até ser um tanto polêmico. Motivado por conversas informais  de troca de experiência com outros sobrevivencialistas. Sobre… A pessoa começa a se interessar por sobrevivencialismo, busca mais informações, começar a montar um estoque de suprimentos, adquirir equipamentos, fazer cursos, procurar formas de ter mais autonomia, pensa até na possibilidade de comprar uma arma… Tudo isso com o objetivo de querer estar preparado e proteger a família de situações de emergência e adversas.

Poxa! Bacana! Está pensando na segurança, prevenção e resposta para você e sua família. Mas ela sabe disso? Ou melhor ela participa? Faço uma tremenda mea culpa sobre  esse questionamento, pois compreendo que não é algo fácil. Mas levanto esse debate, pois conto nos dedos de uma mão quantos sobrevivencialistas que conheço,  envolvem a família no processo.

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